3.8.09

Please, come back




Eis que numa fria noite de julho, a plateia do Studio SP foi transportada para a São Paulo dos anos 80, quando subiu ao palco a banda Fellini. Uma das melhores representantes daquela época, deixou como legado cinco discos e várias músicas poéticas e estranhas que os fãs sabem de cor.

O show celebrou os 25 anos da banda de Cadão Volpato, Thomas Pappon, Jayr Marcos e Ricardo Salvagni e celebrou também, por que não?, a década de 80. E, ao mesmo tempo, não foi e nunca seria um show para celebrar década alguma porque as músicas do Fellini são absolutamente atemporais. Ao lado das Mercenárias, Violeta de Outono e outros poucos nomes, o Fellini trilhou/trilha um caminho especial no rock brasileiro dos 80, chamado por muitos de underground - longe do mainstream (Titãs, Legião Urbana, Barão Vermelho, Paralamas) e a léguas e léguas e léguas do trash (representado por grupos que contavam histórias de ursinhos de brinquedo e coisas assim).

Como os shows dos caras são muito raros – eles não fazem questão de aparecer e, além disso, Thomas Pappon mora em Londres –, a apresentação foi quase um acontecimento. Na platéia, musas darks contemporâneas criavam um clima retrô-século 21; no set list, músicas como “Teu inglês”, “Rock europeu”, “Zum zum zum zazoeira” e “Ambos mundos”, todos hits de uma banda sem hits, que nunca tocou no rádio, a não ser em programas igualmente undergrounds. Músicas poéticas e estranhas que os fãs sabem de cor.

Mas bem melhor do que ler sobre o Fellini, é ouvir seus vinis ou CDs – eles existem na Baratos Afins, loja da gravadora dos caras, na Galeria do Rock, SP – ou ver a banda (deve ter algum registro do show no You Tube).

E pedir: Fellini, please, come back. Vai que o mundo explode em pedaços outra vez.

4 comentários:

Anônimo disse...

E aí, dramaturgo?
Fazia tempo que eu não via seu blog, está bem legal, bem teatral...
Parabéns, e viva os anos 80 e o Arrigo Barnabé...

Abs,
Luís

denio disse...

Fala, dramaturgo. Legal te ver por aqui. Pois é, os anos 80 têm coisas bem bacanas, mais do que muita gente pensa...
Viva Arrigo também e toda a vanguarda paulistana.

Abraço.

Jorane disse...

ola dramaturgos !
eu queria ter estado ai e ver o show contigo, deniosan !
mas bom... quem manda ser da periferia !

gravaste no celular ?
rsrs

de dramaturgo a videasta, querem passar o cenesthesia no arte para, tu topas ?

beijocas,
saudades tuas,
jo

denio disse...

Jô, bem-vinda ao Cena breve. O show do Fellini foi muito bom, no dia me lembrei de que gostarias de assistir também.

Não, não gravei no celular. Mas muita gente fez isso...

Quanto ao "Cenesthesia", boa notícia nos 21 anos dele! Vamos nos falando.

Bjs,